quinta-feira, 26 de março de 2009

Reality show 3


Origem da televisão de realidade

Embora tenha havido precedentes no rádio e na televisão, o primeiro reality show, como hoje sentido foi a série An American Family, transmitida em doze partes em 1973 nos EUA; a série ficou famosa por lidar com divórcio em uma família nuclear, e ainda, pela revelação de que um dos filhos, Lance Loud, era homossexual. Vários shows na Inglaterra e Austrália usaram o mesmo enredo.

A série que teria criado o interesse moderno em reality shows foi talvez COPS, lançada em março de 1989. Foi seguido por The Real World, da MTV, (lançado no Brasil como Na Real. que se tornou fenômeno de popularidade. Em 2000, com o surgimento do Big Brother e da Expedition Robinson na Europa, assim como Survivor nos EUA, houve multiplicação de shows baseados em reality shows, sendo que a crítica e a população sentiram que com gosto questionável.

No Brasil, pode-se dizer que a "onda" de reality shows começou, basicamente, com o programa No Limite, baseado em Survivor, em 2000. Em 2001, foi criado o programa Casa dos Artistas, fenômeno notável de audiência do SBT. Em 2002, surgiu o maior expoente deste gênero no Brasil, o programa Big Brother Brasil.

O termo Reality show é conhecido por mostrar, de forma simulada, uma realidade. Em tais programas não há roteiros a serem seguidos e os participantes têm que resolver problemas ou apenas conviver com outros participantes, como no caso do programa Big Brother e outros. Os chamados reality shows entretêm as pessoas com a reação de seus participantes em apenas viverem um cotidiano ou realizarem alguma prova.

Alguns outros reality shows como O Aprendiz ou O Desafiante - 2005, levam aos seus participates desafios que eles poderiam encontrar em suas profissões ou em suas próprias vidas. Há Esquadrão da Moda também, cada episódio apresenta uma "vítima" de moda e reforma do seu guarda-roupa.

É certo que os reality shows mostram na íntegra um assunto intrigante a todos, a interação entre as pessoas, apesar de cada um dos mesmos possuir suas peculiaridades.


Formatos recorrentes

Os elementos comuns que caracterizam o reality show são os personagens e suas histórias supostamente tomadas da vida cotidiana. O protagonista, normalmente, apresenta-se como um cidadão médio, gente comum que está disposta a atuar como uma estrela das telas a mudança de fazer pública sua vida privada. O sujeito anônimo da grande massa se converte numa "estrela" dado que uma das funções dos meios de comunicação é outorgar 'status.

Um reality show inclui procedimentos semelhantes aos noticiários: notícias sobre determinados fatos, documentos, conexões ao vivo, avanços de agenda e enviados especiais ou correspondentes no estrangeiro.

  • Tipo Survivor (ou No Limite: um grupo heterogêneo de pessoas é levado a um lugar remoto sem serviços elementares, no qual deverão procurar seu sustento e deverão competir para obter produtos básicos

  • Tipo Big Brother: um grupo heterogêneo de jovens de ambos sexos devem conviver durante certo tempo numa casa, formando alianças e tramando intrigas para não ser expulsados pelo voto dos espectadores. Entre a variedade de reality tipo Big Brother podemos encontrar a Surreal Life produzido pelo canal musical Vh1 ou The Real World produzido pela MTV.

  • Tipo Academia Artística: um grupo de aspirantes a artistas, sejam cantores atores, etc., é selecionado para habitar numa escola de arte fechada, onde recebem lições e são eliminados em função de sua habilidade julgada por juízes ou bem pelo voto dos espectadores. Marcos importantes nesta tendência são os programas X FatorAmerican IdolÍdolos e Operação Triunfo (de tendência musical) emitido por TVE e RTP e do qual se produziram programas clônicos em países como EspanhaPortugalArgentinaBrasilMéxicoColômbia,Venezuela e Chile.

  • Tipo Solteiro: um homem ou mulher solteiro, usualmente rico ou famoso, deverá eleger entre um grupo de pretendentes. Nesta classe de emissões, costuma ser o solteiro quem decide quem prossegue na competição. Ex.: The Bachelor

Tipo Busca de Emprego: um grupo de participantes se submete às regras ditadas por um empresário a mudança de obter um emprego para trabalhar numa de suas empresas. O programa típico desta nova tendência é O Aprendiz (The Apprentice), programa da rede televisiva NBC e conduzido pelo empresário estadounidense Donald Trump. Na América Latina se produziram duas versões: uma brasileira conduzida pelo empresário Roberto Justus para a 'Rede Record e outra na Colômbia com o empresário turístico de origem francesa Jean-Claude Bessudo pelo Canal Caracol.


Reality show 2

Reality show, reprogramação do corpo e produção de esquecimento


Por Ilana Feldman 
 

O fenômeno dos reality shows em seus já clássicos modelos de confinamento parece viver uma mutação. As famosas “casas”, que mais se assemelham, em sua lógica de funcionamento, a empresas em dias de testes de recrutamento, “atividades vivenciais” ou “motivacionais”, têm dado lugar a ambientes híbridos e flexíveis. Se antes imperava a vigilância contínua e sua internalização, em uma disputa desesperada por recompensa financeira e reconhecimento visual-social, vê-se, agora, a intensificação da modulação permanente, modulação de novas formas de ser, agir e sentir e, mais explicitamente, modulação de novas formas de se ter um corpo.

Reality shows de intervenção são, assim, as audaciosas e frutíferas apostas da TV brasileira. Há hoje 13 programas (contabilizando as TVs aberta e a cabo) em exibição e uma estréia prevista. Seja importando programas norte-americanos, seja produzindo seus pares, as intervenções extremas (caso das cirúrgicas) ou brandas (transformação de ambientes e habitantes) apontam para questões cujas respostas não deveriam ser livradas ao acaso.

Paula Sibilia, autora de “O homem pós-orgânico – Corpo, subjetividade e tecnologias digitais”, perguntaria: “O que estamos nos tornando? O que gostaríamos de nos tornar?”. Sob o domínio da tecnociência contemporânea, da engenharia genética e da inteligência artificial, “ainda é válido persistimos dentro das margens do conceito de homem? Ou, pelo contrário, seria preciso reformular essa noção herdada do humanismo liberal e inventar outras formas, capazes de conter as novas possibilidades que estão se abrindo?”, continuaria.

Não seria exagero crer que esses reality shows de intervenção estejam, simultaneamente, apontando e respondendo a uma demanda de ultrapassagem do orgânico, demanda de reformatação de corpos, comportamentos, mentes e, até, de reprogramação da memória. Bem sabemos que não existe vida, muito menos programa de TV, inocente. Não existe intencionalidade apolítica. Retomando a justificativa de Paula Sibilia para sua empreitada, “não se trata de digressão gratuita, pelo contrário, trata-se de uma questão extremamente atual, com sérias implicações éticas e políticas”.

E quais seriam as implicações de “Extreme Makeover” (Sony), “I want a famous face” (MTV), “Beleza comprada” (GNT), “Queer eye for the straight guy” (Sony) e “Missão MTV” (MTV), para ficarmos em alguns títulos? O que há de aterrador e fascinante nessa materialização do sonho de autocriação humana, mesmo quando tal sonho nos traz gélidas lembranças dos projetos eugênicos da primeira metade do século XX?

Desta vez, porém, o projeto de autoconstituição, reformatação ou reprogramação dos corpos e da vida são, além de tecnicamente viáveis, demandados pelos próprios indivíduos, que pedem, quando não imploram, para serem motivados, excitados, turbinados, “plastificados” e totalmente reconfigurados. Sob os programas de intervenção cirúrgica, ganham novos narizes, novos seios, novas barrigas, novos estômagos reduzidos, novas faces novas e novos sorrisos iguais a todos os demais. Fazem lipos, liftings e peelings.

Sob os programas de transformação do ambiente e da aparência, ganham novas casas, novos móveis, novos guarda-roupas, novos cortes de cabelo, novos hábitos de consumo e, até, de higiene pessoal. Uma verdadeira pedagogia e tecnologia de como ser aceito e parecer belo, seguro, confiante e bem-sucedido está disponível. “É preciso mudar para que nos aceitemos como somos”, ouvimos tantas vezes dos participantes/personagens, assim como escutamos, ao final de cada intervenção/transformação, o agradecimento pela nova vida, pelo novo corpo, pelo “renascimento” e “recomeço”. “Agora posso recomeçar, começar tudo de novo”, nos diz uma personagem negra de “Extreme Makeover” que ganhou plástica para afilar o nariz e os lábios, além dos básicos silicone tamanho C nos seios e lipo na barriga. Agora todos podemesquecer quem foram.

A questão da memória é talvez a mais séria implicação política. Além da produção de “eus” espetacularizados nas superfícies dos corpos e das imagens, da produção de subjetividades seriadas, como kits-de-perfis tirânicos adquiridos no atacado, o que está em jogo, em última instância, é uma produção de esquecimento generalizada. Em “Beleza Comprada”, o personagem Pedro, conversando com sua mãe sobre as dificuldades de manter o peso, diz que mesmo depois da lipo (nas costas, no peito e na barriga) continuará gostando de comidas gordas porque continuará com “espírito de gordo”. Ela então lhe responde: “Mas aí é questão de memória. Você pode apagar essa e implantar uma outra”. E Pedro rebate: “Existe cirurgia pra isso?”. Ainda não, pensamos. Mas, se estivesse ao alcance das mãos, ele não hesitaria.

A tematização, ainda que alegórica, da paixão pelo apagamento em “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças” (EUA, 2004) nos mostra que não é preciso uma ficção mirabolante para imaginarmos o dia em que contrataremos serviços de “esquecimento a domicílio”. Basta ligarmos a TV e perceberemos que a apologia da reformatação dos corpos e a desmaterialização dos mesmos em imagens implica também abrir mão da memória passada de cada corpo para que este seja um novo, que no futuro, a partir de uma próxima intervenção, será um ainda outro, como se com um novo corpo, um novo “chip de memória” estivesse sendo demandado, porque, afinal, para quem faz uma lipo, é necessário também se reprogramar para parar de comer como antes, ou, para quem emagrece 60 kilos, diz-se necessário esquecer quem foi e “começar do zero”.

O adeus ao “antes” e a celebração de “depois” -recurso inaugurado pelas revistas femininas- é também a expressão de despedida mais evocada nesses programas. Diz-se adeus, desde a narizes que vão embora até a sofás ou sapatos. “Nariz antigo? Nem me lembro mais!”, em “Beleza Comprada”, ou, “Eles dão adeus ao corpo pelo qual se apaixonaram”, em “Extreme Makeover”. Também não importa o possível valor afetivo de pertences pessoais, peças de roupa ou mobiliário. Se estiver fora de moda e não for um signo de alguém inserido e bem sucedido, alguém que represente sua categoria profissional e/ou social, os cinco gays de “Queer eye” ou a top Fernanda Tavares dirão “adeus!”. As fotografias antigas só não são completamente apagadas porque representam a prova cabal de quem se era, valor científico, portanto, para uso exclusivo dos profissionais da transformação.

Esses profissionais, em especial os cirurgiões plásticos, julgam-se artistas ou escultores em busca de uma forma perfeita, harmônica. Sob o paradigma da autocriação moderna, negam a aceitação resignada do legado da natureza e procuram constantemente recriá-la em seus “modelos”, arquitetando, graças ao instrumental da tecnociência, vidas e corpos. A beleza, de herança natural, transformou-se em direito e dever universal. Em “Extreme Makeover”, um dos cirurgiões plásticos explicita, enquanto manipula o rosto de uma personagem: “A nova Ângela será uma criação renascentista, esculpida pela medicina, arte e arquitetura. Da Vinci dizia que um artista deveria ser um bom pintor, escultor e arquiteto. Na cirurgia plástica é igual”.

Manipulação genética 4


Se procuramos na net “identidade manipulação genética”, encontramos um documento chamado Manual de bioética escrito por Elio Sgreccia que diz o seguinte:  

“O fato de alguns homens, ainda que cientistas, poderem alterar a constituição genética de outros homens representaria uma dominação do homem sobre o homem e uma instrumentalização- alem do mais, com conseqüências irreversíveis- por parte de alguns homens sobre outros. Se fosse possível, por exemplo, como parece, alterar a constituição genética para produzir mudanças de sexo no embrião precoce, por meio de microinjeções de determinadas partes de DNA, isso seria um abuso e uma afronta à identidade do sujeito, uma instrumentalização as custas de sujeitos humanos.”  

A minha questão é: seria realmente “um abuso e uma afronta à identidade do sujeito?”  

A pergunta fica no ar. 

O debate fica aberto.  

Polémica assegurada?

Botânica


pinheiro-manso (Pinus pinea) é uma 
espécie de pinheiro originária do Velho Mundo, mais precisamente da região da Europa e Mediterrâneo. Desde a pré-históriaque esta árvore é aproveitada como fonte de alimento, devido aos pinhões que esta produz, sendo uma espécie bastante vulgarizada. O pinheiro-manso pode exceder os 25 metros de altura, embora normalmente seja de menor dimensão, entre os 12 e os 20 metros. Possui uma forma de chapéu bastante característica, com o troncocurto e largo, culminando numa copa bastante plana. Apresentam-se na natureza em grupos, ainda que possam estar próximas de outras espécies de árvores. Uma árvore produz gâmetas femininos e masculinos, em todo o caso essa mesma árvore não se pode reproduzir sozinha dependendo de outras árvores e de vários agentes reprodutivos para o fazer, assim garante a variabilidade genética e por conseguinte a capacidade de adaptação ao meio em condições desfavoráveis.

Manipulação genética 3


Uma breve história da manipulação genética...

Os pesquisadores norte-americanos George W. Beadle e Edward L. Tatum, na década de 1930, demonstraram a regulação pelos genes da produção de proteínas e enzimas e a consequente intervenção nas reações dos organismos dos animais. A partir destas pesquisas, teve início o progresso de descoberta da estrutura genética humana.

Oswald T. Avery em 1944, pesquisando a cadeia molecular do ácido desoxirribonucleico (DNA),ou (DNA), descobriu que este é o componente cromossômico que transmite informações genéticas.

Em 1953 os ingleses Francis H. C. CrickMaurice Wilkins e o norte-americano James D. Watson conseguiram mapear boa parte da estrutura da molécula do DNA.

Em 1961 os franceses François Jacob e Jacques Monod pesquisaram o processo de síntese de proteínas nas células bacterianas. Descobriram que o principal responsável pela síntese é o DNA, que passou então a ser o elemento central das pesquisas de engenharia genética.

Em 1972, na Universidade de Stanford, na Califórnia, o norte-americano Paul Berg ligou duas cadeias de DNA. Uma era de origem animal, a outra bacteriana. Esta foi a primeira experiência bem sucedida onde foram ligadas duas cadeias genéticas diferentes, e que é considerada por muitos autores o início da criação sintética de produtos de engenharia genética.

Em 1978, o suíço Werner Arber e os norte-americanos Daniel Nathans e Hamilton O. Smith foram laureados com o Prêmio Nobel de medicina ou fisiologia por terem isolado as enzimas de restrição, que são substâncias capazes de cindir o DNA controladamente em pontos precisos. Juntamente com a Ligase, que consegue unir fragmentos de ADN, enzimas de restrição formaram a base inicial da tecnologia do ADN recombinante.


Manipulação genética 2


A definição de manipulação genética segundo a wikipédia é a seguinte:

Engenharia genética e modificação genética são termos para o processo de manipulação dos genes num organismo, geralmente fora do processo normal reprodutivo deste. Envolvem frequentemente o isolamento, a manipulação e a introdução do ADN num chamado "corpo de prova", geralmente para exprimir um gene. O objetivo é de introduzir novas características num ser vivo para aumentar a sua utilidade, tal como aumentando a área de uma espécie de cultivo, introduzindo uma nova característica, ou produzindo uma nova proteína ou enzima.



Engenharia genética, modificação genética ou manipulação genética?

Segundo o wikipédia existe a controversia seguinte:

A modificação genética também chamada de manipulação genética são termos preferidos por alguns pesquisadores. Estes afirmam que por serem neutros, tecnicamente é preferível o uso destes ao invés da designação engenharia genética, considerada controversa.

Vários opositores do termo modificação usam a palavra engenharia genética e discutem sobre a manipulação dos genes em combinação com a bioquímica das células, pois pouco se sabe dos danos colaterais ocorridos após a modificação de um organismo.

A relutância de se reconhecer a palavra engenharia tornou-se popular nos movimentos antiglobalização e seguramente na maior parte dos partidos ecológicos em especial na França e na Alemanha. Predomina naquelas regiões uma resistência às políticas agrícolas que utilizam o alimento geneticamente modificado.

Os grupos contrários ao consumo de subprodutos alimentares geneticamente modificados, tendem a resistir ao termo engenharia genética porque a palavra modificação causa um impacto maior.

Aqueles que defendem o termo da engenharia genética afirmam que a pecuária e a agricultura são também formas da engenharia pelo uso da selecção artificial em vez de técnicas de modificação genética moderna.

Não são os políticos que discutem as causas económicas ou cientificas que geram nos seus trabalhos de fiscalizações atentas, são os cientistas. Estes, não objectam o termo modificação genética no que se aplica ao seu trabalho, porém a forma como é substituído o termo engenharia.

quarta-feira, 25 de março de 2009

LRRTM1 - O Canhoto Esquizo


Foi descoberto o primeiro gene que aumenta as possibilidades de se ser esquerdino, assim como de sofrer de esquizofrenia.



O gene LRRTM1 parece ter especial importância no controlo das partes do cérebro que coordenam funções específicas, como a fala ou as emoções. Se, no caso dos dextros, o lado esquerdo do cérebro controla o discurso e a linguagem, enquanto que o lado direito coordena as emoções, já no caso dos canhotos estas funções invertem-se, alegadamente por culpa do gene descoberto.


O estudo indica que quem possui o LRRTM1 é mais propenso a sofrer de esquizofrenia.

http://jn.sapo.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=704867

O cromossoma 22 tambêm é esquinado!

A ausência ou mau funcionamento de uma região do cromossoma 22 está na origem de um a dois por cento dos casos de esquizofrenia.


http://jn.sapo.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=940565

Wiki Going eXquizo

A esquizofrenia (do grego σχιζοφρενία; σχίζειν, "dividir", e φρήν, "mente") é uma doença mental grave que se caracteriza classicamente por uma colecção de sintomas, entre os quais avultam alterações do pensamento, alucinações (sobretudo auditivas), delírios e embotamento emocional com perda de contacto com a realidade, podendo causar um disfuncionamento social crónico.
É hoje encarada não como uma doença única mas sim como um grupo de patologias, atingindo todas as classes sociais e grupos humanos.
A sua prevalência atinge 1% da população mundial, manifestando-se habitualmente entre os 15 e os 25 anos, nos homens e nas mulheres, podendo igualmente ocorrer na infância ou na meia-idade.


Os sintomas da esquizofrenia não são os mesmos de indivíduo para indivíduo, podendo aparecer de forma insidiosa e gradual ou, pelo contrário, manifestar-se de forma explosiva e instantânea.


Sintomas positivos
Os sintomas positivos estão presentes com maior visibilidade na fase aguda da doença e são as perturbações mentais "muito fora" do normal, como que “acrescentadas” às funções psicológicas do indivíduo. Entende-se como sintomas positivos os delírios — ideias delirantes, pensamentos irreais, “ideias individuais do doente que não são partilhadas por um grande grupo”, por exemplo, um indivíduo que acha que está a ser perseguido pela polícia secreta, e acha que é o responsável pelas guerras do mundo; as alucinações, percepções irreais – ouvir, ver, saborear, cheirar ou sentir algo irreal, sendo mais frequente as alucinações auditivo-visuais; pensamento e discurso desorganizado, elaborar frases sem qualquer sentido ou inventar palavras; alterações do comportamento, ansiedade, impulsos, agressividade.


Sintomas negativos
Os sintomas negativos são o resultado da perda ou diminuição das capacidades mentais, ”acompanham a evolução da doença e reflectem um estado deficitário ao nível da motivação, das emoções, do discurso, do pensamento e das relações interpessoais”, como a falta de vontade ou de iniciativa; isolamento social; apatia; indiferença emocional; pobreza do pensamento.
Estes sinais não se manifestam todos no indivíduo esquizofrénico. Algumas pessoas vêem-se mais afetadas do que outras, podendo muitas vezes ser incompatível com uma vida normal. A doença pode aparecer e desaparecer em ciclos de recidivas e remissões.




Teorias
A teoria genética admite que vários genes podem estar envolvidos, contribuindo juntamente com os fatores ambientais para o eclodir da doença. Sabe-se que a probabilidade de um indivíduo vir a sofrer de esquizofrenia aumenta se houver um caso desta doença na família.


As teorias neurobiológicas defendem que a esquizofrenia é essencialmente causada por alterações bioquímicas e estruturais do cérebro, em especial com uma disfunção dopaminérgica, embora alterações noutros neurotransmissores estejam também envolvidas. A maioria dos neurolépticos (antipsicóticos) actua precisamente nos receptores da dopamina no cérebro, reduzindo a produção endógena deste neurotransmissor. Exatamente por isso, alguns sintomas característicos da esquizofrenia podem ser desencadeados por fármacos que aumentam a actividade dopaminérgica (ex: anfetaminas). Esta teoria é parcialmente comprovada pelo fato de a maioria dos fármacos utilizados no tratamento da esquizofrenia (neurolépticos) atuarem através do bloqueio dos receptores (D2) da dopamina.


As teorias psicanalíticas (ou de relação precoce) têm como base a teoria freudiana da psicanálise, e remetem para a fase oral do desenvolvimento psicológico, na qual “a ausência de gratificação verbal ou da relação inicial entre mãe e bebê conduz igualmente as personalidades “frias” ou desinteressadas (ou indiferentes) no estabelecimento das relações”. A ausência de relações interpessoais satisfatórias estaria assim na origem da esquizofrenia.


teoria dos neurotransmissores , têm-se um excesso de dopamina na via mesolímbica e falta dopamina na via mesocortical.


Apesar de existirem todas estas hipóteses para a explicação da origem da esquizofrenia, nenhuma delas individualmente consegue dar uma resposta satisfatória às muitas dúvidas que existem em torno das causas da doença, reforçando assim a ideia de uma provável etiologia multifactorial.






Tipos de esquizofrenia

Paranóide, é a forma que mais facilmente é identificada com a doença, predominando os sintomas positivos. O quadro clínico é dominado por um delírio paranóide relativamente bem organizado. Os doentes com esquizofrenia paranóide são desconfiados, reservados, podendo ter comportamentos agressivos.



Desorganizado, em que os sintomas afectivos e as alterações do pensamento são predominantes. As ideias delirantes, embora presentes, não são organizadas. Alguns doentes pode ocorrer uma irritabilidade marcada associada a comportamentos agressivos. Existe um contacto muito pobre com a realidade.



Catatónico, é caracterizada pelo predomínio de sintomas motores e por alterações da actividade, que podem ir desde um estado de cansaço e acinético até à excitação.


Indiferenciado, apresenta habitualmente um desenvolvimento insidioso com um isolamento social marcado e uma diminuição no desempenho laboral e intelectual. Observa-se nestes doentes uma certa apatia e indiferença relativamente ao mundo exterior.

Residual, nesta forma existe um predomínio de sintomas negativos, os doentes apresentam um isolamento social marcado por um embotamento afectivo e uma pobreza ao nível do conteúdo do pensamento




Tratamento farmacológico

Os antipsicóticos são eficazes no alívio dos sintomas da esquizofrenia em 70% dos casos.
Alguns deles, conhecidos como antipsicóticos típicos, inibem fortemente os receptores D2 da Dopamina das vias dopaminérgicas ligadas ao Sistema límbico do cérebro, e o seu sucesso constitui uma forte evidência da importância das alterações bioquímicas na patogenia da doença conhecida como hipótese dopamínica (que talvez sejam uma resposta secundária a eventos causadores da doença como o são as alterações comportamentais). O exemplo mais usual de antipsicótico típico é o haloperidol e a clorpromazina.
Outros inibem fracamente os receptores D2 da Dopamina, tendo ação inibidora serotoninérgica simultânea, conhecidos como antipsicóticos atípicos (clozapina por exemplo). Estes têm um sucesso maior sobre os casos refratários ao tratamento com antipsicóticos típicos ou sobre os casos com sintomatologia negativa predominante. Como leva a agranulocitose em cerca de 1% dos casos, deve ser conduzido um hemograma periódico conjuntamente à utilização da droga. Existe uma nova geração de antipsicóticos atípicos que não originaria agranulocitose como a risperidona e a olanzapina, que devem ser utilizados como primeira escolha por pacientes psicóticos, exceto nos casos em que o fator sócio-econômico tiver peso dominante (o custo de aquisição da droga é alto). Os antipsicóticos atípicos, justamente por agirem fracamente sobre os receptores D2, são uma evidência contrária à hipótese dopaminica.




Esquizofrenia e inteligência
O mesmo gene pode dar origem a uma inteligência fora do comum e a esquizofrenia, segundo um estudo conduzido por investigadores do Instituto Nacional para a Saúde Mental dos Estados Unidos, em Bethesda. Este gene, que os cientistas identificaram como DARPP-32, aumenta a capacidade de raciocínio e de processar informação e melhora o desempenho da memória. No entanto, uma investigação com 257 famílias com historial de esquizofrenia demonstrou que a presença do mesmo gene é bastante comum nas pessoas com a doença. Os cientistas suspeitam que a esquizofrenia possa ser um “efeito secundário” de ter uma inteligência acima da média e que resulta de uma dificuldade do cérebro em lidar com as capacidades “extras”. Isto explicaria por que tantos génios famosos foram também diagnosticados como esquizofrénicos. São exemplo o matemático John Nash, o escritor Jack Kerouac ou o pintor Van Gogh. 









http://pt.wikipedia.org/wiki/Esquizofrenia