domingo, 12 de abril de 2009

Carta a uma amiga


“Olá Querida.

TAMBÉM TU me perguntas pela clonagem?

Olha, com toda a franqueza:

Só cá me faltava a porcaria da Dolly (nome da porcaria da ovelha).

Ainda não percebi muito bem por que é que está toda a gente tão excitada, mas enfim. Aquí vão as respostas possíveis às perguntas que fazias na tua carta.


Antes das respostas, só três esclarecimentos sem os quais nada faz sentido:


  1. Todos os organismos são constituidos por células.

  2. As células a que esta clonagem diz respeito têm dois componentes fundamentais: o núcleo (onde está a informação genética) e o citoplasma (onde está o resto da informação que sustenta a vida da célula).

  3. As células de um organismo dividim-se em dois grandes grupos: as sexuais, ou gâmetas (ovo e espermatozoide) e as somáticas (todas as outras). Isto é importante, porque é fundamental perceber desde já que todos os núcleos usados em clonagem são núcleos de células somáticas”.


Pinto Correia, Clara. Clonai e multiplicai-vos. Verdades e mentiras. Lisboa: Texto Editora, 1997. p. 60-61


P.S: As respostas no próximo capítulo…


Tiago’s Journal – 9 de Abril de 2009:


A verdade em filosofia é classificada de dois modos: em relação à sua natureza e em relação ao modo de ser conhecida.

A sua natureza pode ser contingente: acontece quando algo é verdade mas poderia não ter sido (por exemplo “Nietzche escreveu livros” mas podia não ter escrito) ou pode ser necessária: é uma verdade cuja falsidade é impossível (por exemplo “quadrados são simétricos).

A forma de conhecer a verdade pode ser a posteriori, ou seja, é uma verdade que só pode ser conhecia através da experiência (por exemplo: “existem cavalos”, onde a maneira de sabermos se existem de facto é observa-los ou ter ouvido falar deles); ou então pode ser a priori, significando que esta verdade pode ser adquirida através de pensamento puro, sem a ajuda da experiência (por exemplo: “a soma dos ângulos internos de um triangulo é sempre de 180º).

Até Kripke, era óbvio que uma verdade que não pode ser falsa (necessária) é uma verdade a priori (é conhecida através do pensamento puro) e que inversamente, uma verdade que poderia ser falsa (contingente) só poderia ser adquirida através da experiência, a posteriori.

Mas Kripke lançou uma intrincada teoria sobre mundos possíveis e isto abalou esta obviedade, mostrando que uma verdade pode ser contingente a priori.

Por exemplo:

A barra F tem um metro de comprimento”

(Nota: barra F é a barra usada como medida oficial do metro. Aconteceu em França que uma barra que por acaso tinha 39’37 polegadas se começou a tornar a medida oficial, que por acaso se chamou metro.)

Kripke diz que esta frase é contingente a priori, ou seja, uma verdade que poderia ser falsa mas que poderíamos conhecer sem a ajuda da experiencia, pelo pensamento puro. Como é possível?

De facto, a barra F poderia ter um tamanho diferente daquele que de facto poderia ter, 45 polegadas, por exemplo. Neste caso, ela não teria um metro de comprimento, pois sabemos que o metro possui 39,37 polegadas. Então é verdade que ela tinha um metro, mas poderia não ter tido (podia ter tido 45 polegadas). Logo, é uma verdade contingente.

Por outro lado, foi esta barra de definiu o comprimento “metro”. Fosse qual fosse o seu comprimento, já sabemos que se chamaria de metro. Portanto, não precisaríamos de ver o tamanho da barra para sabermos que, seja qual for o seu comprimento, será sempre um metro. É portanto uma verdade que podemos conhecer a priori.

É portanto uma verdade contingente e a priori.


quarta-feira, 8 de abril de 2009

Novo "reality show" da Endemol põe trabalhadores em crise a despedirem colegas

08.04.2009 - 15h48 Susana Almeida Ribeiro
“Você é o elo mais fraco, adeus”. A frase, popularizada num concurso televisivo, volta a fazer sentido, desta feita num reality show. A produtora holandesa Endemol criou um programa em que são os próprios trabalhadores de uma empresa em dificuldades a decidir quem vai ser despedido. “Someone’s Gotta Go” é o nome do reality show que promete gerar polémica. O formato já foi vendido à americana Fox, que irá lançar o programa nos próximos meses.
A fórmula é simples: no actual contexto de crise internacional, uma empresa em luta pela sobrevivência é convidada a entrar no programa. Uma vez lá dentro, as câmaras irão captar a capacidade de trabalho de cada funcionário. Cada um deles irá lutar pela própria sobrevivência laboral. No final, aquele que menos produzir será despedido.
A transparência fará parte do processo, uma vez que cada trabalhador vai controlar aquilo que fazem os seus colegas e vai ter acesso às suas fichas dos recursos humanos, incluindo a informação do valor do salário. Cada um deles terá igualmente que justificar os seus métodos de trabalho, junto de um grupo de discussão criado entre todos, que tomará a decisão final acerca do despedimento.
Serão igualmente os trabalhadores a decidir quem é aumentado e quem irá sofrer um corte no salário, nesta espécie de “Você Decide” em versão laboral que acabou de ser apresentada em Cannes, durante a feira do audiovisual MipTV. Espera-se que o programa estreie nos EUA no próximo Verão ou no início do Outono.
A Endemol, que deu à memória colectiva êxitos televisivos como o "Big Brother", vendeu o formato à americana Fox Television e espera que o formato pegue e se reproduza internacionalmente.
“Trata-se de tomar uma decisão difícil através de um processo democrático”, estimou David Goldberg, um dos directores executivos da Endemol para a América do Norte. “Normalmente essa é uma decisão autocrática, na qual o patrão determina quem é que vai para casa. É muito poderoso deixar que sejam os trabalhadores a decidir”, acrescentou.
Mike Darnell, presidente da Alternative Entertainment, subsidiária da Fox, sublinhou à TvWeek o objectivo do programa: “Em vez de ser o patrão a tomar uma decisão arbitrária... são os funcionários que decidem que é que se vai embora”.
Pondera-se que seja um orientador de um centro de emprego o apresentador do programa, talvez para ajudar no imediato o trabalhador caído em desgraça.
Este programa segue as pisadas de reality shows como “O Aprendiz”, no qual Donald Trump (na versão americana), fornece tarefas a uma série de candidatos que, se conseguirem ultrapassar todas as etapas, se tornarão trabalhadores do barão do imobiliário nova-iorquino.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Lied que género de Canção?

Sob o ponto de vista do texto o Lied designa um poema cujas estrofes possuem a mesma estrutura (número de versos e sílabas) e, sob o ponto de vista musical, uma composição que se baseia num texto estrófico desse tipo. Cada estrofe do texto pode ser cantada com a mesma melodia (Lied estrófico) ou com uma melodia diferente (Lied não estrófico). 
  
No Lied estrófico a melodia reflecte o ritmo dos versos e a estrutura estrófica do texto. Exprime também o ambiente do conjunto das estrofes sem levar em conta a eventual mudança de atmosfera das várias estrofes (ideal da concepção do Lied segundo Goethe e Zelter).

  
No Lied não estrófico pode instalar-se uma relação mais estreita entre texto e música, quando esta exprime todos os detalhes do texto, mas também quando são usadas, com maior intensidade, forças musicais específicas em função da estrutura poética. 
  
O séc. XIX depois de uma fase preparatória do clacissismo vienense (Mozart,Beethoven), traz-nos o Lied Alemão. Schubert tinha 17 anos quando escreveu o Lied Gretchen am spinnrade (Margarida na roca de fiar), o qual é geralmente considerado o protótipo do género. A obra toma como ponto de partida o conteúdo e o ambiente do poema de Goethe. O acompanhamento do piano é essencial da canção: as semicolcheias da mão direita reflectem, numa figura circular, o movimento giratório da roda, enquanto o ritmo da mão esquerda descreve o movimento do pedal que a impulsiona e as mínimas com ponto simbolizam o suporte imóvel. O prelúdio já descreve o ambiente mesmo antes de se iniciar o texto. Depois o canto eleva-se como uma recordação. 
  
O Lied também foi composto em grandes ciclos, como Die schone mullerin (A bela moleira) e Winterreise (Viagem de inverno) de Schubert; Dichterliebe (Amor de poeta) de Schumann e Magelone de Brahms.

 O Lied com acompanhamento de orquestra ou Lied sinfónico (Mahle Lied von der Erde, o Canto da terra) corresponde a um alargamento do género. 

O Lied alemão foi imitado fora da Alemanha (Mussorgsky, Debussy). O séc. XX não vê surgir qualquer novo tipo de Lied, mas a segunda Escola de Viena com Schonberg ( ciclo Georgelieder) Berg e Webern traz um contributo significativo para o género.
   
  
Livro :Michels, Ulrich; Atlas de música, Gradiva 

Tiago’s Journal – 6 de Abril de 2009:


Continuando o raciocínio:


Se se impor que o “João" acredita em X, dois axiomas aparecem obrigatoriamente:


1 - Em qualquer mundo possível W, o João acredita em T, para todas as tautologias de T.


(Nota: Tautlogia : Raciocínio Lógico - Quando uma proposição composta é sempre verdadeira, então teremos uma Tautologia. Ex: P(p,q)= (~p  ~q) <=> ~(p  q). Numa Tautologia, o valor lógico da proposição composta P(p,q,s)={(p  q)  (p  s)  [p  ~(q  s)]} → p, será sempre verdadeiro. (Wikipédia))


O segundo axioma é:


2 - Em qualquer mundo possível, se o João acredita em X e X=>Y (X implica Y), então o João acredita em Y.



Estes dois axiomas são apenas uma forma de dizer que o João é racional, pois é impossível para ele conhecer todas as tautologias de tudo e todas as implicações universais. No entanto é permitido que o João tenha crenças incompletas ou incorrectas sobre verdades que são contingentes no estado do mundo. Por exemplo, podemos deixar que o João acredite que a Lili Caneças é presidente da republica.




P.S. - No próxima número: Verdades contingentes ou necessárias, verdades à priori ou à posteriori e como se relacionam.


sábado, 4 de abril de 2009

reality show

Para que é que isto serve?


“ Como as células embrionárias têm uma plasticidade e uma rapidez de propagação que se perde nas células adultas, se pudéssemos clonar-nos a nós próprios, e se estivéssemos dispostos a abortar o feto resultante dessa clonagem ao 2º o 3º mês de gravidez, podíamos retirar do embrião abortado as células precursoras de determinados órgãos ou tecidos do nosso organismo, pô-las em cultura, se possível imortalizar essas culturas, e depois utilizar estas células para curar as doenças degenerativas de que viéssemos a sofrer.


Em teoria, era assim: começavam a falhar-nos os rins? Obtínhamos um clone (ou melhor ainda, o nosso embrião clonado já estava congelado, para o que desse e viesse), transferíamos esse clone para o útero de uma mãe hospedeira, abortávamos o feto na altura em que sabemos que as células precursoras do rim estão a iniciar a sua diferenciação, cultivávamos essas células, e depois injectávamo-las no nosso rim em decadência, deixando que elas o invadissem completamente e nos dotassem de um rim novinho e perfeitamente funcional. E isto também se aplicaria à doença de Parkinson ou à de Alzheimer, ou a todas as degenerações musculares, ou à esclerose múltipla, ou a tudo aquilo que nos faz morrer ou viver em grande sofrimento, porque as células originais de um determinado órgão deixaram de funcionar como deviam.


Agora, isto de usar clones para reparar órgãos já se faz? Não. E poderia vir a fazer-se? Só depois de muita investigação.


Envolve muita manipulação, mesmo muita destruição, de embriões humanos. A manipulação de embriões humanos para fins experimentais está proibida em quase todo o Ocidente”.


Pinto Correia, Clara. Clonai e multiplicai-vos. Lisboa: 1997, Texto Editora, p. 24-26

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Candid Camera



Primeiro Reality Show - 1947


Candid Camera foi um série de televisão iniciada a 10 de Agosto de 1948, creada e producida por Allen Funt, que originalmente começou na rádio como Candid Microphone a 28 de Junho de 1947.


A permissa fundamental do programa envolvia câmaras escondidas que filmavam pessoas normais (não actores) e desprevenidas, confrontadas com partidas preparadas previamente onde, por vezes, entravam actores contractados. A situação era revelada às “victimas” com a frase “smile, you’re on Candid Camera”.


Woody Allen, escritor e realizador de cinena começou a carreira nos anos 60 escrevendo guiões para o programa, onde também participou varias vezes como actor. Buster Keaton e Mohamed Ali também apareceram em segmentos do Candid Camera.

Começo a estar orientada... aleluia!


“Se um dia a técnica da clonagem de humanos for viável e fiável, até é possível que um ditador horroroso decida clonar os melhores representantes das suas sociedades e a reprodução passar a ser feita assim. Mas lembrem-se de uma coisa: tentar impedir os humanos de se reproduzirem pelas vias normais é o mesmo que tentar deter as ondas com metralhadoras. As pessoas GOSTAM daquilo que tem que fazer para se reproduzirem pelas vias normais. Sempre gostaram. Sempre gostarão. Sempre practicaram, em centenas de posições e sempre practicarão, mesmo que as proibam”.


Pinto Correia, Clara. Clonai e multiplicai-vos. Lisboa: 1997, Texto Editora, p. 19 

Tiago’s Journal – 2 de Abril de 2009:

Um universo alternativo é aquele cujas características ou história diferem do nosso. (...) No entanto, requeremos que este universo alternativo seja "logicamente consistente". Poderá haver universos alternativos onde Elizabeth II não é rainha de Inglaterra, mas não há universos alternativos onde 2+2=5.

Uma maneira de lidar com os mundos possíveis é a partir do sistema de "acreditar". Imagine-se um indivíduo, digamos João, que acredita em X. Dizer que ele acredita em X quer dizer que nos vários mundos possíveis onde o João pensa que vive, X é verdade. (http://members.ozemail.com.au/~dekker/essays/logic.pdf)

P. S. - Site interessantíssimo: http://aventurahumana.wordpress.com/2009/03/14/3ei-6-kripke/

quinta-feira, 2 de abril de 2009

FALTAM 25 DIAS...


Manipulação genética 6




O 25 de fevereiro de 2009 na re

vista Ciência Hoje apareceu um artigo interessante para minha investigação. Casualmente, ou não, o doutor Josef Mengele volta ser protagonista na minha aportação de hoje.

Possível manipulação genética terá aumentado número de gémeos

Livro «O Anjo da Morte

 na América do Sul» revolta população

:: 2009-02-25

Um livro lançado em Janeiro cujo autor afirma que o médico nazi Josef Mengele provocou um aumento do nascimento de gémeos em Cândido Godói, no Brasil, está a revoltar a população local. 

No livro «O Anjo da Morte na América do Sul»,

 o jornalista argentino Jorge Camarasa afirma que a quantidade de gémeos na cidade gaúcha começou a aumentar após 1963, depois da suposta passagem do médico alemão pela região.

 


A população de Cândido de Godói, concelho com mais de 90 por cento de descendentes de alemães, situado no Estado do Rio Grande do Sul, junto à fronteira com a Argentina, está revoltada com a hipótese de manipulação genética levantada pelo jornalista. 

Josef Mengele ficou conhecido pelas suas experiências médicas aterradoras em prisionei
ros dos campos de concentração nazis (no complexo Auschwitz-Birkenau) durante a Segunda Guerra Mundial, inclusive com gémeos. 

O município de Cândido Godói ganhou destaque na imprensa nos anos de 1990, quando geneticistas de Porto Alegre comprovaram que a taxa de nascimentos de gémeos na região era muito acima da média do resto do país. 
Na época, não houve uma resposta definitiva da Ciência sobre os casos dos nascimentos dos gémeos em Cândido Godói e arredores.


Agora, o concelho, conhecido como "Terra dos Gémeos", volta à ribalta com o livro de Jorge Camarasa, que sugere a existência de experiências genéticas de Mengele na região. 

O jornalista argentino visitou o concelho durante a preparação do livro e garante que conversou com pessoas que afirmam ter conhecido Josef Mengele. 

Motivo de preconceito


O autarca do município gaúcho, Valdi Goldschmidt, alega que esta suposta ligação é 
"pejorativa", já que a população local é maioritariamente de origem alemã, o que pode denotar um certo preconceito.


Geneticistas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) afirmam que, em 1960, a tecnologia disponível não era capaz de fazer inseminação artificial em humanos. 

Segundo especialistas do Hospital das Clínicas de Porto Alegre, a causa provável destes inúmeros nascimentos está na facilidade das famílias locais de terem gestações de sucesso.


Há vários anos que existem rumores sobre as experiências do médico nazi na região entre Brasil, Paraguai e Argentina, mas nunca foi comprovada oficialmente qualquer iniciativa deste género.


O livro de Jorge Camarasa descreve a fuga de Mengele para a Argentina nos anos 1950, as suas ligações com o presidente argentino Juan Perón e a sua estada em alguns países da América do Sul.

Conhecido como o "Anjo da Morte", Mengele também viveu no Paraguai e no Brasil, onde morreu em 1979, no município de Bertioga, litoral paulista.


Árvore rara com capacidades curativas



Nome científico: Ginkgo biloba L.

Origem: Sudeste da China

Etimologia: Gingko = do seu

nome nativo yinkuo); biloba

= refere-se aos dois lóbulos

da folha.

 

Esta árvore apresenta folhas muito características, em forma de leque, que partem dos ramos agrupadas na base. O verde-mate da folhagem desta caducifólia torna-se amarelo vivo no outono, o que torna a árvore muito conspícua nessa altura do ano, com os seus reflexos dourados. É uma espécie dióica, em que as estruturas reprodutoras masculinas e femininas se encontram separadas em árvores diferentes. Os frutos que podem ser observados nas árvores femininas assemelham-se a pequenas ameixas de invólucro prateado e exalam um odor desagradável a manteiga rançosa ao apodrecerem no chão. Por esta razão, as árvores masculinas são habitualmente preferidas para fins ornamentais, como é o caso deste espécimen. As propriedades terapêuticas desta espécie, considerada sagrada pelos budistas, são referidas desde 2800 a.C.. Os princípios activos extraídos desta árvore têm acção antiinflamatória, antifúngica, antibacteriana, antidepressiva, antidiabética, e, por estimular a circulação, é indicado para prevenir o envelhecimento e auxiliar no tratamento de impotência sexual e doenças vasculares.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Finalmente algo interessante



As árvores possuem capacidade de cicatrização dos seus tecidos e túbulos condutores em diversas circunstâncias: naturais ou não naturais como a imagem a cima ilustra. Neste caso a árvore foi submetida à acção humana. Foram feitos vários golpes nos ramos ao longo do seu desenvolvimento enquanto jovem danificando os seus vasos condutores impedindo a árvore de se reproduzir e dificultando o transporte das substâncias essenciais para o seu desenvolvimento, ainda assim os golpes não foram fatais possibilitando uma cicatrização. Neste caso particular em forma de corrente. No que se refere a factores naturais esta capacidade permite que as árvores sejam seres persistentes e com grande capacidade de adaptação a condições desfavoráveis.

Por esta e outras razões as árvores merecem o nosso respeito e a nossa atenção devíamos toma-las de exemplo.

terça-feira, 31 de março de 2009

Idades em que normalmente aparecem os dentes

Dentição de Leite

Idade

 Incisivos centrais inferiores
 Incisivos superiores
 Incisivos laterais inferiores
 Primeiros molares
 Caninos
 Segundos molares

6 a 9 meses
8 a 10 meses
15 a 21 meses
15 a 21 meses
16 a 20 meses
20 a 24 meses

 

Dentição Permanente

Idade

 Primeiros molares
 Incisivos centrais
 Incisivos laterais
 Primeiros pré-molares
 Segundos pré-molares
 Caninos
 Segundos molares
 Dentes do siso

6 anos
7 anos
8 anos
9 anos
10 anos
entre 11 e 12 anos
entre 12 e 13 anos
entre 15 e 25 anos

Características dos dentes


Características dos dentes

Os dentes são estruturas duras, calcificadas, presas aos maxilares superior e inferior, cuja atividade principal é a mastigação. Estão implicados, de forma direta, na articulação das linguagens.
Os nervos sensitivos e os vasos sanguíneos do centro de qualquer dente estão protegidos por várias camadas de tecido. A mais externa, o esmalte, é a substância mais dura. Sob o esmalte, circulando a polpa, da coroa até a raiz, está situada uma camada de substância óssea chamada dentina. A cavidade polpar é ocupada pela polpa dental
, um tecido conjuntivo frouxo, ricamente vascularizado e inervado. Um tecido duro chamado cemento separa a raiz do ligamento peridental, que prende a raiz e liga o dente à gengiva e à mandíbula, na estrutura e composição química assemelha-se ao osso; dispõe-se como uma fina camada sobre as raízes dos dentes. Através de um orifício 
aberto na extremidade da raiz, penetram vasos sanguíneos, nervos e tecido conjuntivo.


Tipos de dentes
Em sua primeira dentição, o ser humano tem 20 peças que recebem o nome de dentes de leite. À medida que os maxilares crescem, estes dentes são substituídos por outros 32 do tipo permanente. As coroas dos dentes permanentes são de três tipos: os incisivos, os caninos ou presas e os molares. Os incisivos tem a forma de cinzel para facilitar o corte do alimento. Atrás dele, há três peças dentais usadas para rasgar. A primeira tem uma única cúspide pontiaguda. Em seguida, há dois dentes chamados pré-molares, cada u
m com duas cúspides. Atrás ficam os molares, que tem uma superfície de mastigação relativamente plana, o que permite triturar e moer os alimentos.
 

Tiago’s Journal – 29 de Março de 2009:


Elações de um filósofo amador, o desespero…

Filosofia analítica é matemática?

Será que conseguimos ver na frase “vermelho é vermelho”, o equivalente a 1=1?

Será este método suficientemente moldável, ao ponto de nos responder se Deus existe, se temos alma?

Será que nós, ser humano, e partindo do pressuposto que não nos criamos a nós próprios, somos capazes de nos definir?

Tal como o barbeiro que só pode fazer a barba aos outros homens de Sevilha, ele não pode fazer a barba a si próprio, pois estaria a quebrar as suas regras, nós poderemos questionar a humanidade fazendo parte dela?

Não conseguirei responder a estas perguntas facilmente, por isso marco um ponto final na pesquisa de filosofia analítica e um novo rumo surgirá: “mundos possíveis”.


Desde o início dos tempos árvores

Desde o início dos tempos, os celtas mantinham uma relação vital com as árvores. Elas lhes proporcionavam em primeiro lugar lenha, sombra e alojamento para as aves que se convertiam em caça para alimentar o povo. Mas havia mais. A árvore reunia em si a ideia do cosmo, ao viver em contínua regeneração. Para os druidas, era muito amplo o simbolismo da verticalidade contido na árvore: era a vida em completa evolução, numa ascensão permanente até o céu. Por outro lado, a árvore permitia estabelecer uma comunicação com os três níveis do cosmo: o subterrâneo - por suas raízes que se infiltram nas profundezas em busca de água -, o mundo da superfície da terra - por meio de seu tronco e galhos - e o mundo das alturas, por meio da copa e dos ramos superiores. Tudo sempre reunido na totalidade de seus elementos: a água que flui em seu interior, a terra que se integra em seu corpo pelas raízes, o ar que alimenta as folhas e o fogo que surge de sua fricção. Os celtas obtinham o fogo agitando habilmente os galhos, entre os quais colocavam folhas secas ou palha.

O seu browser pode não suportar a apresentação desta imagem.Ao observar que as raízes da árvore desapareciam por dentro do solo enquanto seus galhos se elevavam ao céu, os druidas passaram a considerá-la como um perfeito símbolo da relação entre o céu e a terra. Há simbolismo também nas próprias características das árvores: as folhas caducas e as folhas perenes simbolizariam os opostos: as árvores de folhas caducas representam os ciclos das mortes e renascimentos; enquanto as de folhas perenes representam a imortalidade da alma. Assim, são duas manifestações diferentes de uma mesma identidade.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Árvores e mais árvores

Árvore:

Símbolo universal do conhecimento secreto e sagrado, a árvore esteve sempre relacionada com as forças ocultas da natureza, representando também o nexo de ligação entre o mundo terreno e o mundo divino. É o símbolo arquétipo da individuação. É considerada imortal, pois as suas sementes sobrevirão a ela.